professor particular de inglês Jesse Guelfi também ensina sobre História da Arte!
Durante a segunda metade do século XIX, Paris era a cidade mais desenvolvida da Europa. Grandes exposições de arte aconteciam nos Salões Oficiais e a crítica sempre se fazia presente. Neste cenário um grupo de artistas começou a se sentir frustrado por sempre ser excluído destes salões. Suas obras eram consideradas fora dos padrões que foram estabelecidos desde a arte Renascentista. Em geral, as obras destes jovens artistas retratavam imagens corriqueiras e não apresentavam detalhes nem contornos, sendo até chamadas de simples esboços pela crítica.
Cansados desta exclusão, em 1874 trinta artistas se reuníram e criaram sua própria exposição no estúdio do fotógrafo Félix Nadar. Entre estes artistas estavam:
- Claude Monet (1840 - 1926)
- Pierre Auguste Renoir (1841 - 1919)
- Edgar Degas (1834 - 1917)
- Camille Pissarro (1830 - 1903)
- Alfred Sisley (1839 - 99)
- Berthe Morisot (1841 - 95)
- Paul Cezánne (1839 - 1906)
Impressão, Sol nascente
A exposição gerou confusão tanto para a sociedade quanto para a crítica. Claude Monet contou, anos depois, que havia sido questionado sobre uma de suas obras:
“Eles queriam saber com qual título ela iria figurar no catálogo pois na realidade não poderia passar por uma vista de Le Havre. Retruquei: ‘Usem Impressão’. Alguém então adotou a designação ‘impressionismo’ e foi a partir daí que a coisa começou a ficar divertida.”
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Impressão, Sol Nascente de Monet. 1873 |
As características inicialmente vistas como defeito passaram a ser valorizadas e o movimento ganhou força. A arte Impressionista se expandiu rapidamente e sua principal característica era a preocupação com os efeitos causados pela luz em diferentes ocasiões. Os artistas saíram de seus ateliês e passaram a pintar ao ar livre e, por vezes pintavam juntos como, por exemplo, a obra abaixo:
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À esquerda La Grenouillere de Renoir e à direita La Grenouillere de Monet. Ambas pintadas em 1869 |
Herança impressionista
Mesmo com esta divergência o impressionismo continuou existindo e atravessou os limites da pintura, podendo ser encontrado também como estilo literário e musical.
Recentemente aqui no Rio de Janeiro o CCBB fez uma exposição intitulada “Impressionismo: Paris e a Modernidade”, uma excelente oportunidade para se sentir vivendo na Paris do final do século XIX.
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Este assunto e semelhantes também são abordados em apresentações multimídia durante as aulas particulares de inglês do professor Jesse Guelfi!